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    ANDRADE JORGE POESIAS
     


    BLOG

    MEU COMPANHEIRO DESDE 2005 SERÁ DESATIVADO PELO UOL EM JUL/18, FORAM MAIS DE 2.000 COMENTARIOS EM MAIS DE 134.500 VISITAS, AQUI ESTÃO PUBLICADAS 13 ANOS DE POESIAS E FATOS DA VIDA PESSOAL. JÁ COMEÇO A DESPEDIDA, MAS ATÉ O DIA FINAL CONTINUARÁ RECEBENDO POSTAGEM.



    Escrito por ANDRADE JORGE às 06h52 AM
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    134.500 VISITAS



    Escrito por ANDRADE JORGE às 06h48 AM
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    SOLTO NO TEMPO

    Solto no tempo

     da vida
    retirante, caminhante,
    sem tempo pra cuidar
    da própria ferida.

    Os dias são eternos
    nessa trilha infinita,
    as cruzes cruzam as encruzilhadas,
    onde a consciência grita:
    “Meu Deus! o que fui?
    O que fiz?
    O que serei?”

    Solto no tempo da vida,
    solto no tempo
    solto no relento,
    procuro esse alento.

    Passa por mim uma rajada
    quente ou fria,
    é o tempo cobrando meu tempo,
    é a espada cruzando meu espaço,
    é o amanhã que já se fez dia,
    é o alento no vento da vida;

    Solto no tempo
    procuro esse alento.

    ANDRADE JORGE
    19/09/05

    IMAGEM GOOGLE


    Escrito por ANDRADE JORGE às 05h39 PM
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    CIÚME

    Digo a pleno pulmão:
    Não sinto ciúme!
    Talvez uma pequena dose, diminuta porção,
    feito um frasquinho de perfume,
    porém se flagro um olhar furtivo,
    ou declaração intempestiva,
    fico tosco, roxo, primitivo,
    mas não é ciúme não!
    É só uma pequena exaltação,
    porque não sinto ciúme!
    Se leio recadinhos, bilhetinhos, mensagens
    de outrem,
    endereçadas à minha querida,
    a sanidade extingue pouco a pouco,
    fico cego, louco
    fico “p” da vida,
    perco a cor se mexem com meu amor,
    mas não é ciúme não!
    É só uma pequena exaltação,
    porque eu não sinto ciúme.
    Paro por aqui,
    porque você vai querer saber quem é ela,
    e eu não quero saber de trela. 



    set/2006
     
     
    IMAGEM GOOGLE


    Escrito por ANDRADE JORGE às 05h03 PM
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    PALHAÇO

    Por Andrade Jorge
    Entre seda e sedução
    sob olhares de desconfiança, arredios,
    o artista arrastou-se no tablado de mosaicos frios,
    sentiu no corpo arrepios,
    a fina flor da massa
    sem qualquer pretexto,
    rasgou seu texto;
    Ali parado sem graça,
    sem as luzes da ribalta
    que iluminava outra direção,
    palco escuro,
    platéia em falta,
    em pé o solitário palhaço
    perdeu o tênue brilho,
    deslizou a seda sem sedução,
    perdeu o norte, perdeu o trilho,
    ouviu
    risos ecoando em outro canto,
    malfadado chorou
    seu desencanto,
    mas isso ninguém viu
    e o show continuou...

    06/12/06
     
     



    Escrito por ANDRADE JORGE às 04h56 PM
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    BICHO PAPÃO

    Por Andrade Jorge
    Moço
    olha o poço!
    Moço
    !olha o fosso!
    Moço
    olha o buracão!
    Largo, fundo, profundo,
    Lá embaixo tem Bicho Papão,
    com certeza
    ele pega criança
    e faz malvadeza;
    Pega passarinho,
    que sem atenção
    errou de ninho...

    Xou bicho papão!!

    Papi me socorre!


    Escrito em 23/10/06

    reescrito 03/06/16

    imagem google

    Nota do autor: É preciso estar sempre atento com nossas crianças, o mal inesperado pode acontecer a qualquer hora.
     
     



    Escrito por ANDRADE JORGE às 12h35 PM
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    PRECE

    Pai dê-me a palavra certa

    na hora certa;

    Concedei-me a humildade,

    para superar o orgulho;

    A compreensão,

    para não ser intransigente;

    A tolerância,

    para saber lidar com as diferenças;

    O companheirismo,

    para aprender com o outro;

    A fraternidade,

    para acolher o menos favorecido;

    A harmonia,

    porque é o ponto de equilíbrio da vida;

    A esperança,

    que nunca deve ser perdida;

    Os sonhos,

    pois a vivência é feita dos sonhos,

    que se tornam realidades;

    A caridade,

    que é a expressão da fé;

    O amor,

    para superar as barreiras do ódio,

    o amor,

     para o renascimento interior;

    Eis que a vida é um sopro Divino,

    embale-me Senhor nesta aragem,

    assim estarei mais perto de Ti.

     

     

    Por Andrade Jorge

    imagem google



    Escrito por ANDRADE JORGE às 10h23 AM
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    CARTA AO DONO DO MUNDO

    Os dias andam nebulosamente indecisos, as coisas não estão conforme imaginei, quase nunca estou tranqüilo, sinto uma inquietude que extrapola um mero nervosismo. Ando sorumbático mesmo.

    Atualmente a maioria dos dias estou só, isolado em mim mesmo, ainda que rodeado de pessoas, até que simpáticas, que falam coisas interessantes, soltam risos espontâneos, entretanto às vezes ou quase sempre, pego-me achando tudo absolutamente sem graça. Estou ficando sem graça também. Já não uso toda minha capacidade interpretativa, racional, lógica e o dom que possuo que é a escrita anda sem brilho, opaco, em textos igualmente sem graça.  Acho que é angústia, não sei, estou preso nos laços desse invisível cativeiro.

    Percebi que precisava buscar alguma coisa que havia perdido nas esquinas do mundo. Sai à procura do não sei o quê que me faltava. Engraçado eu não tinha a menor idéia do que seria. Isto me incomodava, precisava pesquisar meu interior. Então viajei, andei, percorri as periferias do cérebro, numa insólita viagem ao centro de mim mesmo. Passei pelas terras da imaginação, que por sinal era de uma efervescência muito louca, os circuitos elétricos faiscavam a todo segundo. Vi que imaginação não me faltava, faltava era a vontade de imaginar. Andei nos terrenos da dedução lógica, havia uma certa calmaria nestas plagas, porém no distrito da emoção a agitação era total. A emoção sempre falou mais alto que a razão dentro de mim.

    Continuei minha peregrinação e  vi o recanto das sensações aflorado, mas quando atingi a seara da fé e esperança observei um enorme vazio, então parei e sentei-me no limiar da razão para contemplar aquela aridez e refletir. Pude compreender a ausência que sentia. Faltava em mim o elo que outrora existira, o elo que sem saber rompi ao longo da minha vida, o elo com o Criador. Era isso que me faltava a fé! Compreendi que este sentimento de infinita solidão advém desta falta de aproximação com o Pai Celestial.

    Este profundo vazio que sinto n’alma, visível  em meu olhar, reflete essa ausência da comunhão com o Pai, porém Ele pleno e absoluto  esteve me cuidando a todo instante, desviando-me de caminhos que poderiam ser muito mais tortuosos, mas tola e desavisadamente não via isso. Ah! Meu Pai quantas vezes reclamei, esbravejei, pedi tantas coisas, e nada fiz por merecer. Arrogantemente esperava o Seu sinal, como se eu fosse um ser magnânimo, um rei que todos tinham que atender, na verdade devo me ajoelhar e chorar lágrimas de sangue, implorando a Sua infinita  complacência e Seu perdão. Inúmeras vezes chorei minhas dores e mágoas pensando ser um choro solitário, mas Você estava ali me confortando, mas eu não percebia. 

    Pai! Permita-me uma pergunta: Posso perdir-Lhe uma nova chance? 


    Como resposta uma interrogação martelou minha mente:


     “Filho por que me fazes esta pergunta se já a respondestes? Acaso algum dia lhe abandonei para que peças nova chance?

     

    02/10/07

    ANDRADE JORGE

    direitos autorais registrados

     

    do livro "Quem é esse ser" editora A Casa do Novo Autor



    Escrito por ANDRADE JORGE às 10h02 AM
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    APAGÃO

    Ele e ela na sala de estar, relembrando saudosamente tempos idos, vitorias, tristezas, os sonhos construídos ao longo dos anos. De repente a luz se esvai. Escuridão. 

    ___ Cuidado meu velho, senão você cai, diz ela, toda preocupada.

    ___ Não se preocupe coração, diz  ele.

    ___ Como é ruim ficar sem luz, retruca ela, nada reluz. e o tempo passou, passou.Mas de repente, zaz! a luz clareou o ambiente. Ele diz:

    ___ Já é hora, vamos dormir agora, mas da varanda uma fala chega à sala:

    ___ Como foi lindo esse escurinho! Era uma voz juvenil, voz da filha queridinha, que estava lá fora, com um risinho maroto nos lábios, e bem agarradinha ao seu garoto, que de pueril nada tinha. Lá dentro, ela diz:

    ___ Ouviu meu velho, não vi nada de lindo, ainda mais que a menina deve ter batido a canela na ponta fina daquele banco, e olha que já falei prá você tirar aquele banco dali. Ouvi reclamos embaixo da janela, era um tal de ai, ai, ai , ui, oh! Coitada da filhinha, não acredito que dor não deva ter sentido, e tudo por causa deste maldito apagão!. 

     

    direitos autorais registrados

    Registro Fundação Biblioteca Nacional

    Rio de Janeiro/Brasil

     

     

    Podcast "O Casal de Velhos" - Sala de Leitura 'Talita Ferreira' - 



    Escrito por ANDRADE JORGE às 01h13 PM
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    SOU AQUARIANO

    Por: Andrade Jorge

    E ASSIM FALOU O CRIADOR:

     

    "A TI AQUÁRIO, DOU-TE O CONCEITO

    DE FUTURO, PARA QUE ATRAVÉS DE TI

    POSSA O HOMEM VER OUTRAS POSSIBILIDADES.

    TERÁS A DOR DA SOLIDÃO,

    POIS NÃO TE PERMITO PERSONALIZAR O MEU AMOR.

    MAS, PARA QUE POSSA VOLTAR 

    OS OLHARES HUMANOS EM DIREÇÃO A NOVAS

    POSSIBILIDADES, EU TE CONCEDO O DOM

    DA 'LIBERDADE', DE MODO QUE LIVRE

    POSSA CONTINUAR A SERVIR

    A HUMANIDADE ONDE QUER QUE ELA

    NECESSITE DE TI".

     

    (autor desconhecido)

     

     



    Escrito por ANDRADE JORGE às 01h03 PM
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    ANJOS

    Por: Andrade Jorge

    Anjos reluzentes que perderam asas
    Vagueiam mundo afora
    Anjos reluzentes, anjos perdidos,
    Candura dissimulada
    Anjos de todos os dias
    Nos becos sem saída
    Nas sarjetas, na lama da humanidade
    Desorientados, alimentados por satã
    Fé espúria, canto desafinado,
    Aleluia! Aleluia! Apocalipse de São João.
    Serafins, Querubins
    Miguel, Gabriel, Rafael,
    Lúcifer, estrela da manhã!
    Salvem os meninos anjos-maus
    Que permeiam esse mundo invisível,
    Passam mas ninguém vê
    Respiram mas ninguém sente
    Restos de mim, restos de você,
    Restos da consciência hipócrita
    Sobra do nosso imperfeito,
    Em cada anjo sem asa
    A brisa desliza, desvia
    A água da chuva não molha,
    É pária da podridão que curtimos,
    São reluzentes
    inocentes
    indecentes
    São doutores analfabetos,
    Anjos, anjos sem asas!
    O mundo os sentencia
    Cadê o deus dos cínicos?
    Aonde estão suas casas?
    padres, pastores, rabinos, zeladores de santo
    Aonde estão os seus anjos sem asas?
    Deus olhai-me!

    Escrito em: 28/10/15
     
     


    Escrito por ANDRADE JORGE às 12h50 PM
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